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Pedaços

Ser tão sozinha em meio a tantos ombros,
andar vagando pela madrugada,
vendo no fundo de cada um de nós,
a inocência,
beber a brisa fria,
pensar e pensar.

Pensar que como cega te amo.
os olhos se abrem. Não, não te amo.
A confusão é grande, que
esquecemos os tabus.

Ficastes nos meus pensamentos.
Recolho teus pedaços, que ainda vibram.
Colo teus pedaços um a um,
mal reconheço o homem que era,
o homem que desejaria
reter na memória.

Já não penso em ti.
penso no que te entregas.
E que a vida faça de você
um outro homem
e a lógica te afaste de seus
frios sentimentos.

Autora: Marlene S. Gomes




 

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